Advertência: Não pense em nenhum momento que esta página é somente um blog, pois essa é minha pandemia libertária, chumbo e pólvora rasgando a carne e perfurando as mentes dos que estão preparados para sair às ruas promovendo pequenas revoluções diárias.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

ANÁLISE CONSCIENTE nº1668 (ENSAIO E CRÍTICA)

(Análise explicativa do texto Delírio surreal e fábula publicado na postagem anterior)

A criança selvagem,  citada por Hakim Bey, não é o fruto da insensatez do mundo com suas ilusões geradas pela ignorância, se opõe a ele! Não é selvagem por  lhe faltar cultura ou conhecimento, é selvagem por não deixar-se moldar pelo mundo, por ser indomável, é de fato Horus coroado.  Aquele que rasga o véu e expõe o mundo em toda sua nudez, expõe o ridículo dos jogos sociais e máscaras do ego, cuja obssessão por dinheiro, conforto e vantagens só lhe traz sofrimento ou benefícios as custas da miséria alheia, gerando assim prejuizo direto ou indireto a todos ao redor, conhecidos e desconhecidos à quilômetros de distância.  Por fim, a energia gasta em manter o “ego” estático e sempre ávido no desejo de conquistas cara vez maiores, acaba enfraquecendo e matando o próprio “ser” que em sua natureza mais profunda não possui forma nem limites e por excelência já é dono e senhor da vida e do mundo.

Bastaria um simples ato de vontade para que os grandes conglomerados eradicassem a fome mundial, promovessem o aprendizado em alto nível das disciplinas educacionais, filosofia e ciências, para que cada ser pudesse desenvolver a plenitude de suas capacidades. Restituissem a dignidade dos homens e mulheres que pairam pelo mundo sem perspectivas, dignidade roubada no dia de seu nascimento pela ganância daqueles que usam o capital como forma de escravizar outros seres humanos, oferecendo-lhes uma rotina de servidão à troco de miséria, pregando que isso é uma grande honraria quando na verdade o único beneficiado real são aqueles que já possuem muito e ambicionam cada vez mais.

Bastaria um simples ato de vontade para transformar a Terra no paraíso, cobrar a conta dos que falam em nome de um suposto Deus, mentirosos que, sem nunca realmente mover esforços para libertar os homens de sua ignorância, usam do medo para manipular as massas oferecendo maravilhas após a morte.


sábado, 21 de maio de 2011

DELÍRIO SURREAL E FÁBULA

(Retirado de meu diário onírico)

Levantou-se sobre todas as criaturas, o mago, e bradou:
- Eu sou!
Abriu-se o umbral sem portas e ante o zigurate rubro alguém indagou:
- Quem és tu?
- Sou carne vivente, ossos e sangue, os cinco elementos manifestos em toda glória!
- És tolo nesta hora, esqueceste teu verdadeiro rosto, nada podes chamar de teu nem mesmo o corpo. Sangue e carne não perduram, jazem na dissolução e putrefação, alimento para o novo mundo. Tua ossada imunda foi empréstimo, nada nela é sua, não manterá viva nem mesmo a chama de um único átomo, pois nada disto lhe pertence. Quem és tu, novamente?
- Sou a glória do caminho que tracei, os sentimentos que vivi, as conquistas e mudanças que provoquei, provas de que existi.
- O Demiurgo foi um doce sonho de alfenim, um vento débil soprando sem rumo, incapaz de um único pensamento autêntico, suas paixões e amores apenas a repetição sem fim da ilusão de outras vidas, suas conquistas o efeito casual do desejo. Sem profundidade, movido pela vaidade e pelo medo. Nenhum ato teu será lembrado mais que três dias após a tua morte.
- A qualidade de minhas poses e ouro perdurará resplandecente e no ventre, nenhuma beleza de mulher recusou minha perpetuidade, repousa a semente.
- Ouro de tua ruína, semente de tua ruína, a felicidade mais triste pelo qual dedicou toda a sua vida. Obteve menos que um grão perdido nas areias do tempo e espaço. Praticou a nobre arte da magia por tanto tempo e não és senhor nem de si mesmo. Não conseguiste absolutamente nada e ao nada retornará.

A criança selvagem, olhos negros como as profundezas do oceano, filho legítimo do Novo Aeon lançou-se sobre o mago e o devorou, deste não sobrou nem mesmo a lembrança de um dia ter existido.
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terça-feira, 29 de junho de 2010

ESPÍRITO ITINERANTE E A FÍSICA DA REENCARNAÇÃO


Transitoriedade parece ser a única constante do universo, algo que por si só já é um paradoxo. Até onde sabemos toda matéria física se mantém sem que nenhum átomo a mais venha de regiões desconhecidas para acrescentar massa ao volume ou analogamente perda na subtração, com exceção para buracos negros que, por si só, são uma incógnita. Porém, vale ressaltar que tais átomos em seu estado natural como potenciais subjetivos surpreendem por estarem integrados e serem cambiados com partículas vindas de sítios inóspitos, ou pelo menos assim parece ser, já que nesse campo tudo ainda é um pouco incerto.


No entanto o que é mais importante para completar a linha de raciocínio que segue é o fato de que NÃO HÁ nenhum dispositivo criando e inserindo nova matéria no universo. Assim o conjunto de tudo que foi criado no Big-bang aparentemente compõe um sistema mais ou menos fechado e a natureza dentro desse sistema, guiada por mecanismos ainda desconhecidos, se agrupa, se recicla e se reinventa constantemente dando origem a tudo que presenciamos como parte da realidade física.

Como o código fonte de escrita em um software, informação desconhecida impele os átomos a se unirem em padrões que reconhecemos como coerentes (talvez por sermos frutos de tais padrões é que o reconhecemos como algo que faz sentido), formando os elementos químicos da tabela periódica que, por sua vez, se reagrupam em cadeias mais complexas dando forma a todos os organismos vivos e a todos os objetos inanimados, desde os mais simples até os extremamente elaborados. Mas se tudo é formado por átomos não é completamente errôneo considerar que todo o universo compartilha de um mesmo corpo que se desdobra e diverge somente na configuração, na apresentação externa.


segunda-feira, 22 de março de 2010

POR QUE OS SERES HUMANOS ADEREM TÃO FACILMENTE AOS PADRÕES DE COMPORTAMENTO EM MASSA?

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É engraçado perceber como somos doutrinados a aceitar prontamente os padrões e conceitos que nos darão a impressão de comunhão com o grupo social ao redor. Biologicamente evoluímos em bando e carregamos a informação atávica de que temos mais chances de sobrevivência fazendo parte de uma coletividade do que sozinhos. Instinto que nos foi útil nas sociedades primitivas, na caça e proteção do grupo contra predadores naturais, mas que hoje nos trai, nos coloca a mercê de todos os tipos de modismos inúteis e manipulações inescrupulosas.

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Logicamente tais manipulações não seriam eficazes acaso, antes de qualquer coisa, não fosse difundida entre as massas o ‘culto à ignorância’, não apenas o estado e a religião manipulam as informações e mantém a população na miséria cultural, como fazem com que todos acreditem que o legal mesmo é ser burro. Palavras como “humildade” e “simplicidade” tem sido usadas por aqueles que possuem preguiça intelectual como pretexto para a ignorância.
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Chegamos ao estado torpe onde o pensamento ruiu, apenas aceitamos as definições e interpretações que nos dão do mundo ao redor sem questionamentos ou mesmo análises pertinentes. Perseguimos um modelo de felicidade (por sinal idealizado pelas grandes corporações religiosas e/ou capitais) que consiste na constituição de uma família, esposa e filhos, aquisição de um automóvel e uma casa, um emprego regular e estável que nos rouba boa parte do dia e nos fornece, ao fim de uma vida de privações e desgastes, a mais árdua e penosa felicidade conhecida pelo homem.
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É difícil compreender o porque uma rebelião contra as autoridades vigentes, contra os padrões impostos, a exemplo da revolução francesa com seus ideais iluministas ou da contracultura hippie que fez com que a opinião pública americana forçasse o governo a retirar as tropas do vietnã, só ocorre em casos de extremo abuso e excesso dos governantes para com os governados. Em todos os outros casos, a política romana do “pão e circo” funciona com resultados louváveis.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

UMA CRUZ PARA APRISIONAR TODOS OS HOMENS!


A era cristã iniciou-se como um veneno e tomou de assalto o sangue e as veias do coração pulsante de homens e mulheres antes livres, atirando o mundo ocidental para a miséria intelectual e para o fanatismo cego e inconseqüente, naquilo que ficou conhecido entre os historiadores como “a idade das trevas”. A dualidade da cruz, com seu apelo subconsciente que trás à tona tanto o terror da morte quanto o jubilo da eternidade, exerceu tamanho fascínio, principalmente entre aqueles seres humanos menos esclarecidos, que muitos rejeitaram as tradições antigas em nome dessa nova e arrebatadora “fé”.

Porém, o que se formava não era uma religião de conhecimento, não um dogma para despertar os seres humanos de sua condição ilusória, mas sim uma ordem para formar um novo mundo de escravos sem cérebro, um “rebanho de ovelhas” que, em troca de certo conforto psicológico e uma aparente felicidade, abririam mão da liberdade de pensarem por si mesmo e interpretarem o mundo a sua volta através de suas próprias concepções. Uma religião fundada sobre o alicerce da ignorância com o intuito de arrastar a humanidade inteira a uma condição miserável (e esse fato persiste até hoje), sacerdotes imundos que nada sabiam sobre as engrenagens psicológicas, ou sobre a inconstância holográfica da matéria, ousaram dizerem-se os legítimos representantes de um suposto “Deus” único. Ao invés de ensinarem aos seus adeptos técnicas de controle mental/emocional e meditação analítica, indiretamente estimulavam o desleixo e a avareza fazendo com que rejeitassem o pensamento científico grego e a filosofia. Eles trabalharam para que fatos históricos concretos fossem esquecidos e para que as fábulas judaicas, de um livro de procedência duvidosa, fossem tomadas como verdade absoluta.

Invariavelmente, por detrás de toda pompa, os adeptos dessa religião continuavam os mesmos ignorantes que sempre foram, unilaterais, preconceituosos, mesquinhos e violentos, capazes de condenar à morte todos que discordavam de suas crenças e considerar como impuros todos que possuíam força e poder para manterem o pensamento livre e inabalado.

domingo, 27 de dezembro de 2009

BDSM E A MAGIA SEXUAL PARTE II

ENTREVISTA COM ZEENA SCHRECK GALATEA LAVEY
Um artigo de: Paulie Hollefeld

COMO VOCÊ ENCAROU O BLOQUEIO DO SITE ?
(Antigo WWW.SADELICIOUS.ORG, voltado para práticas sadomasoquistas mescladas com magia sexual.)

Como mais um ato covarde do fundamentalismo cristão americano. Eles são piores que os muçulmanos. Se pudessem, e temo que um dia poderão, pois trabalham incessantemente para isso, vão decepar os clitóris das mulheres americanas para que não sintam prazer. Eu nunca estive tão horrorizada na minha vida.

O SITE NÃO ERA ABERTO AO PÚBLICO, SÓ SE TINHA ACESSO MEDIANTE A UMA SENHA. QUANTOS ASSOCIADOS VOCÊS TINHAM ? QUANTOS DELES ERAM MEMBROS DA WEREWOLF ORDER ?

Não era um site para curiosos. Era necessário um convite formal. Era para pessoas interessadas em desenvolver sua espiritualidade com o auxílio de atividades BDSM. Tínhamos 17 mil acessos diários onde as pessoas trocavam experiências, davam seus depoimentos. Eu nunca fui membro do site mas apresentava aos membros da Werewolf a idéia para aqueles interessados em integrarem-se ao que eu chamo de "Left Hand Path Sex." Todos os vídeos alí eram reais, experiências sadomasoquistas mediadas por um sacerdote satanista do Templo de Set.

VOCÊ CONCORDA QUE A MULHER PODE TER MELHORES RESULTADOS VIA BDSM DO QUE O HOMEM ? DESENVOLVER EXPERIÊNCIAS MAIS ENRIQUECEDORES ?

Acho que a mulher consegue ver além da prática do sexo em relações sadomasoquistas. Não resta dúvida que o limiar entre prazer e dor, amor e espiritualidade caminham de mãos dadas. Para os homens, especialmente no início das práticas, eles têm enormes dificuldades em se concentrar em questões espirituais, desperdiçam força e energia. Mas quando superam essa barreira, tornam-se grandes mestres, como o sadomasoquismo exige. É imperiosa a necessidade de alertar que a prática de BDSM mesclada a rituais satanistas, despendem uma grande quantidade de energia que se não for bem aproveitada, pode acarretar sérios danos tanto a pessoa submissa quanto aquele que submete. É uma forma de magia como qualquer outra.